Destino alternativo para observar aves

Os Açores são um dos melhores destinos para observação de aves. E o que dizem de S. Jorge?

“Observar pássaros no meio de uma beleza natural extraordinária”

Não somos nós que dizemos. É a SPEA – Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, quando fala da observação de aves em S. Jorge.

Apesar dos Açores serem já uma referência no mundo do “bird watching”, S. Jorge é ainda relativamente desconhecida dos observadores de aves. Por ser uma das ilhas em estado mais selvagem e natural, S. Jorge tem, para além das melhores paisagens naturais, um conjunto de espécies de aves que são diferentes das outras ilhas.

As aves nidificantes que podemos, frequentemente, avistar são o Milhafre (Águia d’Asa Redonda), o Pombo Torcaz, o Tentilhão, o Pisco de Peito Ruivo e a Estrelinha de Poupa entre outros. Na página do turismo ornitológico em Portugal podem consultar os melhores locais de observação.

O Cagarro Açoreano

O Cagarro é quase um ícone de S. Jorge e uma noite nesta ilha não estaria completa sem os ouvirmos durante o jantar.

Cliquem aqui para ouvirem a atividade noturna dos Cagarros em S. Jorge

O Cagarro é uma ave marinha que mede 50 centímetros de comprimento e tem uma envergadura de asa de um 1.25 metros. Nidifica nas ilhas Berlengas, Açores, Madeira e nas Canárias, em ninhos feitos em cavidades naturais e fendas rochosas nas falésias. Durante Fevereiro a Novembro as ilhas açorianas tornam-se o lugar mais importante para esta espécie, albergando 74% da população mundial, para acasalar e nidificar.

Invejada por muitos casais de Hollywood, esta ave é monogâmica e escolhe um parceiro para o resto da vida.

Em Outubro/Novembro, os progenitores abandonam os ninhos, numa migração trans-equatorial, para regiões tão distantes como o Brasil ou o Uruguai, onde passam o Inverno.

Emancipados, os juvenis, de tamanho e plumagem já adulta, saem pela primeira vez do ninho, em direção ao mar, à procura de alimento (peixes, lulas e crustáceos), acompanhando os pais nesta aventura em direção às terras quentes do sul.

“Aqueles que sobrevivem à migração ficam entre cinco e seis anos no mar antes de regressar à colónia de nascimento e demoram pelo menos mais dois ou três antes de nidificar pela primeira vez”,

explica o biólogo Joël Bried, da Universidade dos Açores.

No entanto o Cagarro corre sérios riscos. Segundo Joaquim Teodósio, coordenador da SPEA nos Açores, é importante sensibilizar as pessoas.

Espécies Migratórias

As lagoas das Fajãs dos Cubres e Caldeira de St. Cristo também são paragens de aves migratórias, principalmente durante outono e inverno.

No verão, outra ave migratória chega aos Açores. Um banho na fajã também não teria o mesmo interesse se não víssemos um garajau mergulhar na água para apanhar um carapau.

Por ser uma ilha pequena o acesso a diferentes pontos é rápido permitindo a observação de diferentes espécies em habitats diferentes, desde o alto da serra a falésias costeiras em poucos minutos.

Mas o melhor é consultarem o site das Aves dos Açores, que contém os registos mais recentes da observação de aves nas várias ilhas dos Açores

Não esquecer de trazer:

  • Vestuário prático e discreto
  • Calçado adequado ao campo ou à montanha
  • Um poncho impermeável (pode chover de repente)
  • Binóculos
  • Guia de bolso para identificação de aves
  • Bloco de notas ou caderno de campo
  • Máquina Fotográfica
  • Paciência e entusiasmo